Sonhos

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  • 30th March
    2012
  • 30
judymoody:

Estou com vontade de ouvir músicas tristes, viajar para a mongólia, beber Dolly para o resto da vida. Vou virar escritora, trabalhar de coveira, fazer bicos como operária, e morrer como heroína. Vou pensar em voar, tentar me apaixonar, quero errar mais, entender as pessoas. Vou pintar o cabelo de castanho caju, vou fazer poemas na aula de artes. Vou deixar de rir das suas piadas. Vou expulsar todas as borboletas do meu estômago. Fugirei da morte, virarei judía, rezarei mais, pedirei proteção aos amados. Criarei ilusões até o fim, até que esse jogo chamado vida acabe. Saberei que é a hora. Já me arrependo de tantas besteiras. Vou parar de me importar com esses probleminhas de 9ºano. Farei uma página na internet, vou dançar no faustão, darei BOA NOITE no jornal nacional. Vou me tornar milhonária de sentimentos, viverei minha rotina. Vou fazer uma lista de amigos. Todos eles vão na minha casa daqui alguns anos. Vou deixar meus primos em paz, mas eles sabem que eu os amo. Serei mais sensata e terei conversas mais madura. Vou rir, dar conselhos. Vou fazer plásticas e ficar com a cara toda esticada, vou ver o pôr do sol todos os dias. Vou ficar aqui, paz e amor, na minha, quem quiser que viva seus sonhos, porque a realidade tá foda. O MUNDO PODE MUDAR NUM PISCAR DE OLHOS.
Maria Eduarda Alvarenga

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Estou com vontade de ouvir músicas tristes, viajar para a mongólia, beber Dolly para o resto da vida. Vou virar escritora, trabalhar de coveira, fazer bicos como operária, e morrer como heroína. Vou pensar em voar, tentar me apaixonar, quero errar mais, entender as pessoas. Vou pintar o cabelo de castanho caju, vou fazer poemas na aula de artes. Vou deixar de rir das suas piadas. Vou expulsar todas as borboletas do meu estômago. Fugirei da morte, virarei judía, rezarei mais, pedirei proteção aos amados. Criarei ilusões até o fim, até que esse jogo chamado vida acabe. Saberei que é a hora. Já me arrependo de tantas besteiras. Vou parar de me importar com esses probleminhas de 9ºano. Farei uma página na internet, vou dançar no faustão, darei BOA NOITE no jornal nacional. Vou me tornar milhonária de sentimentos, viverei minha rotina. Vou fazer uma lista de amigos. Todos eles vão na minha casa daqui alguns anos. Vou deixar meus primos em paz, mas eles sabem que eu os amo. Serei mais sensata e terei conversas mais madura. Vou rir, dar conselhos. Vou fazer plásticas e ficar com a cara toda esticada, vou ver o pôr do sol todos os dias. Vou ficar aqui, paz e amor, na minha, quem quiser que viva seus sonhos, porque a realidade tá foda. O MUNDO PODE MUDAR NUM PISCAR DE OLHOS.

Maria Eduarda Alvarenga

(Source: tomuitochapado, via cartas-de-suicidas)

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judymoody:

Vou pular de uma montanha, aparecer na televisão, fazer greve de fome, escrever um livro, adotar um tigre. Tudo isso sozinha, mas será como se você estivesse comigo, tenho que parar com isso, mas me sinto vazia, parece que falta algo, sou tonta, ou acredito em tudo, choro por tudo e vivo para tudo. Sou somente um ombro para se chorar, estarei sempre aqui, mas devia me libertar, ir embora deixar todos, e me isolar vivendo de amor. Mas eternamente enxugarei suas lágrimas. O que eu estou dizendo, você não quer conversar, se cansa de mim, mas se eu pudesse conversar com você verdadeiramente por um segundo, te mostraria o que é o amor. Mas, quando vou dormir não é com você que sonho, tenho medo, medo de não conseguir mais acordar. Menti por você, menti para uma grande amiga, guardo tudo para mim e isso machuca. Tenho que ter cuidado com o que falo, não posso ter escolhas pois penso em sua reação. Que idiota, tenho que pensar em mim, conversar com gente civilizada, que saiba o que falar, com uma ideologia formada, que emocione com o modo de olhar, por horas reflito, com de um jeito podemos conquistar as pessoas. Não sou melhor do que ninguém, quero somente mudar o mundo, o meu mundo, sair de casa, tomar 125.000.000 litros de coca-cola, ter um filho chamado GOOGLE, ter uma família, fazer as pessoas serem felizes, simplismente viver. Pensa no que você vai falar, nos abraços que você vai dar, dê valor para os sorrisos, chore intensamente, exploda, quebre todo o seu quarto, converse com seu gato, ele é muito sabio. Treino na frente do espelho que digo que te amo, indiretas em indiretas vou me declarando. Sinceramente, não sei para que, só se for para você nunca mais olhar na minha cara, seguir sua vida, e eu ficar no meu mundinho obsecada por você. Não é bem assim, é que acho que esse mundo que vivemos é falso demais, irônico demais, é humano demais. Vamos sonhando e acreditando, que em meio a 7 bilhões de pessoas, há alguém, quem é a tampa da sua panela, o arroz do seu feijão. Vocês podem não durar para sempre, tudo acaba, mas o que vivemos fica em nossos corações na intensidade com que acontencem. Vou me humilhar, chorar, te fazer de verbo, te conjulgando no meu passado, no meu presente, e no meu futuro, te fazer de meu gerúndio não me separando de você, te pondo no particípio de escolher o que melhor para você. Vou te defender, te elogiar, me orgulhar, já que em sua cabeça, tão distante de meus pessamentos, não há mais lugar.
Carolina Cunha Bichinho & Maria Eduarda Alvarenga

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Vou pular de uma montanha, aparecer na televisão, fazer greve de fome, escrever um livro, adotar um tigre. Tudo isso sozinha, mas será como se você estivesse comigo, tenho que parar com isso, mas me sinto vazia, parece que falta algo, sou tonta, ou acredito em tudo, choro por tudo e vivo para tudo. Sou somente um ombro para se chorar, estarei sempre aqui, mas devia me libertar, ir embora deixar todos, e me isolar vivendo de amor. Mas eternamente enxugarei suas lágrimas. O que eu estou dizendo, você não quer conversar, se cansa de mim, mas se eu pudesse conversar com você verdadeiramente por um segundo, te mostraria o que é o amor. Mas, quando vou dormir não é com você que sonho, tenho medo, medo de não conseguir mais acordar. Menti por você, menti para uma grande amiga, guardo tudo para mim e isso machuca. Tenho que ter cuidado com o que falo, não posso ter escolhas pois penso em sua reação. Que idiota, tenho que pensar em mim, conversar com gente civilizada, que saiba o que falar, com uma ideologia formada, que emocione com o modo de olhar, por horas reflito, com de um jeito podemos conquistar as pessoas. Não sou melhor do que ninguém, quero somente mudar o mundo, o meu mundo, sair de casa, tomar 125.000.000 litros de coca-cola, ter um filho chamado GOOGLE, ter uma família, fazer as pessoas serem felizes, simplismente viver. Pensa no que você vai falar, nos abraços que você vai dar, dê valor para os sorrisos, chore intensamente, exploda, quebre todo o seu quarto, converse com seu gato, ele é muito sabio. Treino na frente do espelho que digo que te amo, indiretas em indiretas vou me declarando. Sinceramente, não sei para que, só se for para você nunca mais olhar na minha cara, seguir sua vida, e eu ficar no meu mundinho obsecada por você. Não é bem assim, é que acho que esse mundo que vivemos é falso demais, irônico demais, é humano demais. Vamos sonhando e acreditando, que em meio a 7 bilhões de pessoas, há alguém, quem é a tampa da sua panela, o arroz do seu feijão. Vocês podem não durar para sempre, tudo acaba, mas o que vivemos fica em nossos corações na intensidade com que acontencem. Vou me humilhar, chorar, te fazer de verbo, te conjulgando no meu passado, no meu presente, e no meu futuro, te fazer de meu gerúndio não me separando de você, te pondo no particípio de escolher o que melhor para você. Vou te defender, te elogiar, me orgulhar, já que em sua cabeça, tão distante de meus pessamentos, não há mais lugar.

Carolina Cunha Bichinho & Maria Eduarda Alvarenga

(Source: cartas-de-suicidas)

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